Swiss Questions -

A Suíça é um país formado por cantões livres. Isso que dizer que, cada cantão é praticamente um país independente. Na verdade, o governo federeal tem poder apenas sobre alguns pontos estratégicos com, a regulação da moeda, o exército e a defesa civíl.

Mesmo a saúde e o transporte não são administrados pelo governo federal, mas por concecionárias privadas, o governo apenas federal regulamenta essas estruturas, mas, por exemplo, cada cantão tem liberdade de operar o transporte público como bem entender. Mesmo a educação que é pública e de altíssima qualidade, é regulamentada pelos cantões

A Suíça é o meis libreal de todos os países do mundo, isso quer dizer que ela é o país com menor intervenção do estado na economia. Ou seja, os impostos subsidiam muito pouca coisa, e os custos diretos para o contribuinte são mais altos, mas de livre escolha. No cantão onde eu moro, Sant Gallen, o imposto é de mais ou menos 11%, em Zürich, 7,75%. Foi reduzido em 2018 por causa do superavit fiscal.

Essa escolha de governo mínimo é fruto direto da democracia. A equação é simples, quanto mais forte o governos central, mais autoridade ele tem. Assim, forjada  sobre juramento entre cidadel imperiais livres, a Suíça opta por não ter governo central forte, investir na educação de seus cidadãos, e deixar a economia fluir de acordo com as demandas.

Se voltarmos um pouco no tempo e olharmos a geografia da Suíça, fica fácil entender essa situação. Muito cedo, já nos anos de 45 AC, a Suíça foi invadida pelos Romanos. No Século I, os Romanos já tinham estabelecido por aqui, inumeras cidades, cujoj patrimonio Romano pode ser visto ainda hoje. No perído da queda de Roma, mas também pela distância muito próxima e por ser uma rota comercial obrigatória, boa parte da Suíça já era cristã. Calcule que, Zürich tem mártires cristão do Século III.

Isso quer dizer que, muito cedo, as cidades Suíças seguiam a moral cristã e o jeito de viver Romano. Quando no século VIII, carlos Magno (grande imperador Francês que cristianizou a Europa ocidental) cruzou a Suíça para visitar o Papa. Declarou a Zürich uma cidade imperial livre e colocou-a sobre sua proteção pessoal. Deu de presente a essa cidade tão cristã, duas igrejas (Grossmünster e Fraukirche, a primmeira em homenagem aos mártires cristãos e a segunda como convento para sua filha).

Os votos de Carlos Magno foram mantidos por vários de seus decendentes e, assim como Milão, Floreça, Fribourg, várias cidade Suíças atravessaram a baixa idade média sendo saquedas, incendiadas, mas economicamente, prestando contas únicamente ao Papa.

Disso surge que, apesar de livres economicamente, estavam for a da proteção de um rei ou imperador. Por volta do ano de 1100, começaram a se organizar e, em 1291, assentaram o primeiro contrato de proteção mútua. Esse modelo perssiste, mais ou menos, até hoje.

Ele consiste em um juramento dos indivíduo perante a comunidade (Gemeinde) e perante Deus de proteção e vassalagem. Então, não era um juramento perante um rei, duque ou conde. Mas, um juramento inter comunal. Ele envolvia as pessoas que viviam no espaço urbano, mas também nas fazendas das redondezasa.

E, as comunidades prestavam juramntos entre si. Da organização dessas comunidades em busca de mais proteção (em direção às cidades livres, maiores e mais ricas) surgem os cantões.

O primeiro contrato de proteção entre os cantões, foi esse assinado em 1291. Ele mantinha a individualidade administrativa, comercial e cultural. Mas, enlaçava os cantões em um tratado de próteção mútua e de manutenção da segurança nas diversas rotas comercial que cruzam a Suíça. Livre trânsito de mercadorias.

Esse modelo foi mantido dessa forma inclusive com a entrada de outros cantões e, desde o fim da era Napoleônica a Suíça é o país de hoje. A reforma educacional iniciada pelo cantão de Zürich em 1800, o investimento nas estradas de ferro também em 1800, o gigantesco investimento industrial na revolução do vapor não foram o suficiente para evitar que, esse pequeno país, de terras montanhos e pedregosas, fosse extremamente pobre até o fim da segunda guerra mundial.

Apesar de pobre, a economia livre, sempre deixou sua moeda estável e, a confiabilidade de seus bancos, fez com que o mundo depositasse aqui o resultado de suas pilhagens. Reforçando a economia e, gradativamente enriquecendo o probre país campesino.

Essa história dos campesinos lutando pera manter sua independência econômica e sua liberdade de escolha é tão forte que, o nome Suíça (em alemão Schweiz e em alemão suíço Schwyiz) vem de Schwyizer, ou, camponês no dialeto local.

Zürich é o hoje a cidade mais cara do mundo. Nas encostas de suas colinas, encontram-se os imóveis mais caros do mundo. O aluguel de um apartamento pequeno como 3 quartos, chega a custar R$12.000,00 (CHF3.500,00). Mas, ali, no berço da liberdade econômica, também se encontra um dos PIB´s mais altos do mundo, na cidade mais rica do mundo. Genebra é a segunda cidade mais cara do mundo e, como Zürich, tem um custo de vida proporcional à riqueza gerada em seu limites fronteiriços.

Nada disso surgiu do dia para a noite, nada disso começou num plano econômico milagros, nada disso começou com bolsa e auxílios mágicos, nada disso começou com governos fortes de pulsos em riste e promessas santas.

A liberdade, pelo exemplo dado pela Suíça, não é possível com um governo central forte, não é possível sem educação, nem é possível sem empreendedorismo, tudo isso investido num longo prazo na linha do tempo. Enfim, sucesso, como sempre, é fruto do esforço e da persistência.